Se alguma vez voou pelo Aeroporto de Faro num sábado entre maio e outubro, conhece a cena: um terminal construído para fluxos ordenados de passageiros transformado em algo que se assemelha a um campo de deslocados. Famílias com queimaduras solares e bagagem com excesso de peso disputam balcões de check-in. Representantes de operadores turísticos gritam mudanças de porta por cima do ruído. As filas de segurança serpenteiam pelo hall de partidas e estendem-se até à zona de check-in. E por cima de tudo, o painel de partidas pisca com atrasos — 30 minutos, 60 minutos, 90 minutos, em cascata pela tarde fora.
Bem-vindo ao sábado de rotação do Algarve — um dos padrões de atraso mais previsíveis, evitáveis e compensáveis da aviação europeia.
O Aeroporto de Faro movimenta aproximadamente 9 milhões de passageiros por ano, com a esmagadora maioria concentrada na temporada de verão, de maio a outubro. O Algarve é um dos destinos de férias em pacote mais procurados da Europa, atraindo milhões de turistas britânicos, alemães, holandeses e escandinavos para as suas praias e campos de golfe. O pacote turístico padrão vai de sábado a sábado, o que significa que todos os sábados durante a época alta, Faro processa vagas simultâneas de turistas que chegam e que partem em janelas de apenas 4 a 6 horas.
Se o seu voo no Aeroporto de Faro sofreu um atraso superior a 3 horas, foi cancelado ou lhe foi recusado o embarque, pode ter direito a até 600 € de compensação ao abrigo do EU261. Este guia explica porque é que o padrão único dos sábados de rotação de Faro, a transição meteorológica atlântico-mediterrânica e a nortada criam atrasos — e porque é que estes atrasos são esmagadoramente compensáveis.



